
Ano
10 n.02 Fevereiro de 2007
A doutrina espírita, além dos ensinos que
oferta, das dúvidas que clareia, dos consolos que
semeia e das consciências que liberta, contém
outros tantos atrativos para o estudioso e interessado em
conhecer-lhe os ensinamentos.
Que dizer, por exemplo, da codificação
espírita? São 5 livros e mais um escrito posteriormente
ao desencarne de Kardec. 6 livros então! Não
é um número grande. Com um pouco de tempo,
é possível ler toda a obra fundamental do
espiritismo.
Qualquer pessoa, com maturidade suficiente,
pode fazer essa leitura. 6 livros apenas!
Mas ah! Quão poucos são os
que lêem, e menos ainda, os que estudam esses livros!
A grande maioria dos espíritas faz
uma única leitura e depois diz para consigo mesmo:
pronto, li a codificação! Fiz a minha parte!
Certamente, ler é importante. Porém,
fazer um estudo sistematizado e contínuo é
ainda mais necessário!
Alguns motivos para isso:
- Reciclagem: com o tempo,
algumas de nossas idéias, se não as bafejamos
com ares de renovação, se cristalizam e, se
não estudamos, pomos o risco de colocar achismos
dentro do espiritismo e misturar opiniões pessoais
com a doutrina.
O estudo é sempre importante, pois
com ele colocamos luz em pontos outrora obscuros, entendemos
com mais clareza passagens que antes não havíamos
percebido.
Quando nos debruçamos sobre o livro
espírita, e mais particularmente a codificação,
nós aguçamos nossos sentidos e adestramos
a nossa inteligência. As idéias vão
penetrando em nós.
- O hábito de estudar:
marcando um tempo para se dedicar ao estudo, o objetivo
é também o de adestrar nossa vontade e de
policiar nossos pensamentos, preenchendo-o com vibrações
edificantes, feita de leituras que enriquecem nosso Espírito
imortal.
- Amor pela doutrina:
detendo-nos nas mensagens dos Espíritos e nas do
Codificador, percebemos quão profundas elas são,
que servem para todos os momentos da existência terrena.
- Zelo com a doutrina:
as bases do espiritismo estão na codificação.
É importante conhecer e divulgar outras obras, mas
o espírita andará sempre seguro se conhecer
os alicerces da doutrina e se aprofundar nos seus conhecimentos.
Dessa forma, dispomo-nos a defender o espiritismo,
combatendo quaisquer idéias que possam vir a denegri-lo,
adulterá-lo ou rebaixa-lo.
- Ligação com as
equipes espirituais: lembremo-nos que a parcela
da população desencarnada é muito maior
que a dos encarnados. Sendo assim, num grupo de estudo,
conversa, ou mesmo na intimidade do lar, pode-se ter certeza
de que Espíritos desejosos do estudo estarão
reunidos para juntos, encarnados e desencarnados, se instruírem
e se alimentarem das energias mentais positivas ali geradas.
- Desenvolver o intelecto:
a codificação espírita é muito
bem escrita, com um vocabulário acessível
e ao mesmo tempo rico. Todo aquele desejoso de se aprofundar
nessas leituras, encontrará proveitoso material para
crescimento interior a lhe servir para toda a existência.
- Renovação íntima:
a codificação em si não é uma
obra fácil. Não porque ela seja difícil
de ser compreendida, mas porque ela mexe com as convicções
das pessoas.
Alguém que se propõe a fazer esse estudo,
cedo ou tarde, irá se defrontar com ensinos e estes
tocarão diretamente o seu coração e
mente.
Somos seres imortais, e estes livros falam
o tempo todo da vida imortal, das relações
com Espíritos, das penas e gozos futuros, livre-arbítrio,
entre outros. É difícil alguém ler
e não se sentir mexido.
Por isso é que ela trás uma
renovação e também um escudo contra
o mau proceder e uma visão mais aguçada sobre
o que é importante nessa vida, qual o papel que os
seres podem assumir na sociedade, na família e com
eles mesmos!
Doutrina espírita se aprende estudando,
meditando e também divulgando, esclarecendo.
Não importa idade nem condição
social. Os livros estão aí, para serem estudados!
Faltando 6 meses para os 150 anos de O Livro dos Espíritos.
Paulo
(Mensagem psicografada em 16.10.2006)
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Nova tradução
de O Livro dos Espíritos
Uma edição especial de O Livro
dos Espíritos, com nova tradução
e notas de rodapé inéditas, é
uma das principais ações que a
Federação Espírita Brasileira
(FEB) programou para 2007, quando se comemora
os 150 anos da Doutrina Espírita. O Livro
dos Espíritos – marco inicial do
Espiritismo – foi lançado por Allan
Kardec no dia 18 de abril de 1857, em Paris,
França.
O lançamento da nova
tradução de O Livro dos Espíritos
vai acontecer nos dias 9 e 10 de dezembro de
2006 e assinala a abertura das comemorações
dos 150 anos do Espiritismo na Federação
Espírita Brasileira. No dia 9, o lançamento
ocorre na sede histórica da FEB, no Rio
de Janeiro. A solenidade inicia às 10h
e contará com palestras de Juvanir Borges
de Souza (ex-presidente da FEB), Evandro Noleto
Bezerra (tradutor da obra) e Arthur Nascimento
(diretor da FEB). É necessário
retirar os convites na própria sede histórica.
O endereço é Av. passos, 30, Centro.
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No dia 10 de dezembro, na sede da FEB em Brasília,
o lançamento da edição especial
de O Livro dos Espíritos está programada
para as 16 horas. As palestras previstas são
de Evandro Noleto, Altivo Ferreira (vice-presidente
da FEB) Antonio Cesar Perri de Carvalho (diretor da
FEB). Não é necessário retirar
convites. A sede da FEB fica na avenida L-2 Norte, Quadra
603. Asa Norte.
A tradução de Guillon
Ribeiro - A FEB publicava, até então,
apenas a tradução do seu ex-presidente,
Luiz Olímpio Guillon Ribeiro. Uma obra clássica,
que tem como marca registrada a linguagem refinada.
Engenheiro civil, poliglota, jornalista e vernaculista,
aos 28 anos de idade Guillon teve sua competência
como escritor reconhecida publicamente por Ruy Barbosa,
em discurso pronunciado na sessão de 14 de
outubro de 1903.
A razão do elogio: o impecável trabalho
de Guillon na revisão do Projeto do Código
Civil brasileiro. Ele traduziu, ainda, O Livro dos
Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo,
A Gênese e Obras Póstumas, todos de Allan
Kardec.
A nova tradução de
O Livro dos Espíritos – que foi apresentada
na reunião do Conselho Federativo Nacional
da FEB, de 10 a 12 de novembro passado – é
assinada por Evandro Noleto Bezerra. Secretário-Geral
da FEB, Noleto já traduziu os doze volumes
da Revista Espírita editados por Allan Kardec
e, no ano passado, lançou Viagem Espírita
em 1862, O Espiritismo na sua Expressão Mais
Simples, Instruções Práticas
sobre as Manifestações Espíritas
(todos de Kardec) e organizou Instruções
de Allan Kardec ao Movimento Espírita.
A tradução de Noleto é fruto
de um dedicado trabalho de pesquisa nos originais
franceses existentes na Biblioteca de Obras Raras
da FEB. Ele tomou como texto básico a segunda
impressão da 2ª edição francesa,
de 1860 com alguns acréscimos, supressões
e modificações feitos pelo próprio
Allan Kardec: na 4a edição, de 1860;
na 5a edição, de 1861; na 6a edição,
de 1862; na 10a edição, de 1863; e na
12a edição, de 1864.
Essas alterações acham-se claramente
definidas e explicadas pelo tradutor ao longo das
páginas correspondentes do livro, sob a forma
de notas de rodapé. “Na seqüência
da 12ª edição do original francês,
incluindo a 13ª, de 1865 e durante todo o restante
período em que Allan Kardec esteve encarnado,
não consta ter havido qualquer outra modificação,
o que torna definitiva essa 12ª edição”,
explica o tradutor.
Noleto optou por um texto direto, sem inversões,
e buscou atualizar algumas expressões usadas
por Guillon Ribeiro e que atualmente estão
em desuso na língua portuguesa, mas preservando
a exatidão do texto original francês.
Fonte:
site da FEB
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Qual de nós pode prescindir de uma mão amiga?
Qual de nós pode dizer que sabe mais do que
seu irmão de caminhada?
Quem, dentre todos, que aqui estamos, pode se dizer
no melhor lugar da fila?
Agora e sempre a caridade revestida de amor será
nosso passaporte para a casa do Pai. E há
que haver alegria no caminho a percorrer, porque
ela atesta nosso conhecimento do porquê dos
percalços.
O amor não nos fará progredir, se
não obrarmos, pois, sem ação,
ele é morto. Sigamos o exemplo do Amor do
Pai, que transborda em belezas úteis a nós.
Amor não é só substantivo abstrato,
como pensamos, já que ele dá também
frutos materiais em abundância. Caminhemos
de mãos dadas, para que a deficiência
de um seja suprida pela ciência do outro.
Não é por acaso, que fomos levados
a nos reunir neste ambiente. Juntos podemos avançar
nesta encarnação mais rapidamente
do que se caminhássemos ao lado de outras
pessoas.
Atentemos para as virtudes uns
dos outros. Não há livro mais eficiente
do que essa troca de experiência.
Se tivermos humildade, confeccionaremos um colar
de pérolas de igual valor, para ofertarmos
ao Senhor.
Se o orgulho nos vencer, transformar-nos-emos
em pedras brutas, cujo peso nos fará afundar
em regiões de dor, afastados de nosso Criador.
Mensagem
psicografada no CEFAC em 17.05.2005
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1. É válido afirmar
que as religiões que têm por base
o ensinamento: “amar a Deus sobre todas
as coisas e ao próximo como a si mesmo”
são diferentes caminhos que nos levam
a Deus?
O que teria o Espiritismo de especial?
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Certamente, a verdade não pode estar contida por
inteiro em uma Doutrina que a limite. Sri Ramakrishna
afirmava: “muitas religiões, muitos caminhos
para alcançar um único e mesmo objetivo”.
E Jesus teve ocasião de afirmar que: “todo
aquele que não é contra nós, é
por nós”.
Assim, temos no amor a síntese das necessidades
e respostas indispensáveis a uma vida feliz, na
Terra (no corpo físico) e fora dela ( na vida espiritual).
O Espiritismo, porém, pelo seu código científico
dos fatos, filosófico das interpretações
e religioso da integração no Espírito
Divino, tem características especiais, inamovíveis.
O conhecimento do Espírito faculta a perfeita identificação
da criatura com o Criador, através da ação
contínua da caridade.
2. O Espiritismo é o Consolador Prometido
por Jesus? Qual o fundamento desta afirmativa?
Sem a menor sombra de dúvida, o Espiritismo é
o Consolador que Jesus prometeu. Todas as suas características
preenchem as lacunas deixadas pelas revelações
inspiradas no pensamento do Mestre.
O Espiritismo realiza todas as condições
do Consolador. Não é uma doutrina individual,
nem de concepção humana: ninguém
pode dizer-se seu criador. É fruto do ensino coletivo
dos Espíritos, ensino a que preside o Espírito
de Verdade.
Nada suprime do Evangelho: antes o completa e elucida.
Com o auxílio das novas leis que revela, conjugadas
essas leis às que a Ciência já descobrira,
faz se compreenda o que era ininteligível e se
admita a possibilidade daquilo que a incredulidade considerava
inadmissível. Teve precursores e profetas, que
lhe pressentiram a vinda.
Pela força moralizadora, ele prepara o reinado
do Bem na Terra. Assim se reporta Allan Kardec, ao assunto,
em “A Gênese”, no seu capítulo
XVII item 40.
3. Por que o nosso irmão caído
é nossa carga mais preciosa?
Porque a nossa felicidade depende da felicidade dele.
Ninguém pode ser feliz por si só. Na grande
família humana, sendo, como realmente somos,
todos irmãos, cada um que cai, caímos
com ele e cada um que se reergue, com ele nos reerguemos.
Acresce a circunstância de que, na maioria das
vezes, os irmãos que nos procuram buscando uma
mão estendida para auxílio, podem muito
bem ser credores nossos em existências pretéritas,
a quem devemos amparar em benefício de nosso
próprio resgate.
4. Qual é a posição
do Espiritismo diante dos problemas sociais do mundo,
as desigualdades, a luta entre classes, a falta de opção
para milhões de pessoas, sem direito à
saúde, à educação, à
habitação, ao trabalho, ao próprio
desenvolvimento como pessoa humana?
É uma posição dinâmica,
procurando valorizar e promover o homem. O Espiritismo
situa toda a sua Doutrina ética na dignificação
da criatura humana.
Examinando a problemática sócio-moral,
sócio-econômica, os desajustes de toda
natureza, os desequilíbrios, a falta de oportunidade
do grande número de criaturas, o Espiritismo
traz uma filosofia existencial, baseada no Evangelho
de Jesus, tendo como item inicial e fundamental a vivência
da solidariedade através da dinâmica da
caridade.
O Espiritismo conclama o homem, acima de tudo, ao auxílio
a seu irmão, elucidando que a sua felicidade
é a decorrência natural e inevitável
da felicidade do seu próximo.
Dentro deste contexto ao apresentar uma filosofia existencial
otimista, o Espiritismo trabalha para que o homem tenha
direito, não apenas à vida, mas também
à educação, à dignidade,
à oportunidade de crescer, de servir, porque
a vida tem como finalidade precípua, servir,
para poder alcançar os valores mais elevados
do próprio existir.
Dentro do contexto da filosofia ética do Espiritismo,
o ensino do Cristo, em torno da caridade tem uma função
primacial, que não pode ser relegada a plano
secundário.
(do
livro “Entrevistas e Lições”
de Divaldo P. Franco)
sobe
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