menu
menu
menu


Ano 10 n.05 Maio de 2007

 

O lar é a célula ativa do organismo social e a mulher, dentro dele, é a força essencial que rege a própria vida.

Se a criança é o futuro, no coração das mães repousa a sementeira de todos os bens e de todos os males do porvir.

O homem é o pensamento.
A mulher é o ideal.

O homem é a oficina.
A mulher é o santuário.

O homem realiza.
A mulher inspira.

Compreender a gloriosa missão da alma feminina, no soerguimento da Terra, é apostolado fundamental do Cristianismo renascente em nossa Doutrina Consoladora.

Auxiliar, assim, o espírito materno, no desempenho de sua tarefa sublime, constitui obrigação primária de todos nós que abraçamos nos Centros Espíritas novos lares de idealismo superior e que buscamos na Boa Nova do Divino Mestre a orientação maternal para a renovação de nossos destinos.

Nesse sentido, se nos cabe reconhecer no homem o condutor da civilização e o mordomo dos patrimônios materiais na gleba planetária, não podemos esquecer que na mulher devemos identificar o anjo da esperança, ternura e amor, a descer para ajudar, erguer e salvar nos despenhadeiros da sombra, oferecendo-nos, no campo abençoado da luta regenerativa, novos tabernáculos de serviço e purificação.

Glorifiquemos, desse modo, o ministério santificante da maternidade na Terra, recordando que o Todo-Misericordioso, quando se dignou enviar ao mundo o seu mais sublime legado para o aperfeiçoamento e a elevação dos homens, chamou um coração de mulher, em Maria Santíssima, e, através das suas mãos devotadas à humildade e ao bem, à renunciação e ao sacrifício, materializou para nós o coração divino de Nosso Senhor Jesus Cristo, a luz de todos os séculos e o alvo de redenção da Humanidade inteira.

Emmanuel
(do livro “Mãe”, psicografado por Francisco C. Xavier)

 


Dr. Zerbini opera assistido por Espíritos

O mais célebre cirurgião de transplantes do coração do país narra a sua experiência com fatos espíritas. Dois Espíritos de médicos assistiram uma de suas primeiras cirurgias. Ele conta como o caso aconteceu, há mais de 40 anos.

O autor desta matéria solicitou ao dr. Zerbini a devida autorização para a publicação desse eloqüente e incontestável depoimento, que vem enriquecer a literatura espírita. O doutor e professor Eurycledes de Jesus Zerbini, na sua última visita à cidade de Pindamonhangaba, SP, para proferir na Santa Casa local uma de suas eruditas palestras sobre cardiopatias e cirurgias cardíacas, num bate-papo com o autor deste comentário, mostrou-se adepto do niilismo, em face da sua incompreensão a respeito do trágico acidente que vitimou o seu filho Eduardo, médico, quando há quase quinze anos antes este procurava socorrer uma senhora, em dificuldades com o seu veículo, no elevado da Praça 14-BIS, em São Paulo.

Com argumentos da Lei de Causa e Efeito, procuramos dissuadir o eminente professor Zerbini daquela idéia fixa de responsabilizar Deus, pelo acontecido.

- Mas como vou aceitar esse Deus que você diz ser de amor, de bondade e de perfeição, se ele me deu uma implacável paulada na cabeça, tirando de mim um filho querido, que seria o meu sucessor na área médica, um moço bom, dedicado, que tinha um grande futuro e no momento fatídico do desastre, praticava uma louvável ação?

Daí, a conversa prolongou-se. De um lado, argumentos aparentemente lógicos e até certo ponto convincentes e de outro, argumentos racionais, fundamentados numa fé esclarecida, raciocinada e que não dava azo a sofismas. A conversa se estendeu sem que chegássemos a um acordo, tal a relutância do emérito cirurgião em defender o seu ponto de vista.

No dia 10 de outubro, estivemos em São Paulo, levando ao professor Zerbini o livro “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec, que trata da Justiça Divina, para que os argumentos contidos naquela obra se não rompessem a incompreensão do ilustre cientista, pelo menos, abassem o seu ateísmo.

Mais uma vez tivemos a ventura de desfrutar de útil e oportuno diálogo com tão ilustrada personalidade, a qual, na sua peculiar cordialidade e lhaneza, nos convidou a sentar ao seu lado, junto à sua mesa e, abrindo o livro que lhe ofertamos, foi logo dizendo:

“Allan Kardec foi um grande pensador...” passando então a nos narrar um fato interessantíssimo:

Ele era ainda bem moço, médico recém-formado, precisamente nos últimos anos da década de 1930 entre os anos de 1938 e 1940 e trabalhava no consultório do dr. Alípio Corrêa Neto, à Rua Marconi, 94, em São Paulo, Capital. Certo dia, eis que adentra ao consultório um senhor de meia idade, apresentando-se como diretor da revista espírita “A Centelha”.

Dizia o consulente que no Centro Espírita onde ele freqüentava, um Espírito havia lhe dito que ele deveria passar por uma cirurgia de hérnia na virilha. O Espírito o advertiu de que no ato operatório o paciente não poderia ser submetido à anestesia tradicional, mas que procurasse, naquela rua, um consultório médico, onde um facultativo, o dr. Zerbini, havia descoberto um novo processo de anestesia (Protóxido de azoto) que seria naturalmente benéfico e indicado para o seu caso.

Todavia, o jovem médico, dr. Zerbini, na sua tão pronunciada humildade, alegou ao consulente que ele era recém-formado e não dispunha de muita prática para realizar a cirurgia solicitada. Mas o paciente insistiu tanto que o dr. Zerbini acabou por aquiescer ao pedido, embora procurasse argumentar que havia outros cirurgiões de fama, que melhor poderiam atender ao insistente pedido do paciente.

Marcado o dia da intervenção e outros detalhes, o paciente tinha um pedido especial a fazer: que na sala de cirurgia fosse permitida a presença de uma senhora (naturalmente uma médium) que deveria ali permanecer devidamente concentrada, orando.

Diz o dr. Zerbini com certa graça:

- Naquele tempo não existia muito rigor em se tratando de assepsia e nem se falava em infecção hospitalar e a presença da senhora foi permitida.

No dia aprazado, no horário estabelecido, iniciou-se a cirurgia e o dr. Zerbini, atento à delicada intervenção, esqueceu-se por completo da presença estranha daquela mulher. Após o ato cirúrgico, desenvolvido com pleno êxito, o dr. Zerbini lembrou-se da senhora e voltando a ela disse-lhe:

- Desculpe-me, até esqueci-me da senhora. Por acaso a senhora viu ou notou alguma coisa?

A dita senhora acenou afirmativamente e respondeu:

- Vi sim senhor. Dois Espíritos de médicos à sua retaguarda conversavam sobre o sucesso da cirurgia e comentavam o método usado de anestesia.

Dr. Zerbini, curioso, desejando obter maiores informações a respeito do inusitado fato, perguntou à médium:

- A senhora poderia me dizer os nomes deles?

- Sim - respondeu a senhora – Um diz chamar-se Batista e o outro, Werneck.

O fato singular é que esses dois médicos desencarnados, quando na vida física, haviam escrito em parceria, uma obra intitulada: Semiologia Cirúrgica, volume que permanecia na mesa do dr. Alípio Corrêa Neto e que era por ele consultada quase que diariamente.

Os dois médicos eram: dr. Fábio Leoni Werneck, entomólogo, médico e farmacêutico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Trabalhou no Instituto Oswaldo Cruz, tendo publicado trabalhos sobre insetos e dr. João Benjamim Batista, médico, professor de técnica operatória e medicina experimental da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

(Aníbal Leite de Abreu, Jornal Espírita, S.Paulo, SP, 05/92)
(artigo transcrito do “Anuário Espírita 1993”, pág. 85)


1. Que diria você a alguém que se declarasse conscientemente ateu?

Mais importante do que a descrença em Deus é o fato de que Deus crê em quem nele não acredita; mais importante do que o ateísmo é a prática do bem.

Comumente, o homem que se supõe ateu assim procede por uma reação aos conceitos tradicionais de Deus, que não funcionaram na sua vida prática, e que, portanto, não lhe deram a segurança necessária para as bases fundamentais da existência.

Além disso, a certeza da existência de Deus, fortifica a consciência do crente, amparando-o, enormemente, na hora das provações. Outras conotações de não menor importância: a simples observação da enormidade do Universo pasma o ser inteligente atento à Obra da Criação impulsionada por contínua expansão.

Nosso planeta é menor que um grão de areia na ordem geral da Criação. As estrelas, milhões de vezes maiores do que o sol, que é 109 vezes maior do que a Terra, só no nosso plano galáctico somam a 100 bilhões de astros com milhares de planetas oferecendo as mesmas condições de vida que as da Terra. Considere-se que existem milhões de outros sistemas galácticos, maiores do que a nossa “Via Láctea” e tudo obedecendo a leis certas, imutáveis, levando-nos a dizer como Santo Agostinho: “Que absurdo não crer!”


2. Por que o enorme contingente de pessoas que não aceitam a existência de Deus?

Essa aceitação virá através das conquistas da Ciência ou da evolução do sentimento. Se considerarmos as propostas teológicas do passado, o Deus que nos era apresentado não resistia à mínima investigação da lógica nem da cultura de cada época.

Para o período medieval Ele representava o absolutismo do poder dominante na ocasião e, assim, sucessivamente. Hoje, diante da Física Quântica, da Biologia Molecular, da Astrofísica e de outras Ciências que devassam o macro e o microcosmo, a existência de Deus sai dos limites religiosos para os arquipélagos universais.

David Bom, o grande físico quântico, dizia – “Acredito em uma Ordem Intrínseca que gerou a Ordem Extrínseca”. Interrogado sobre quem teria feito a Ordem Intrínseca. Redargüiu: “- Uma Ordem Super-Intrínseca,”... e assim por diante. Einstein afirmava: - “... há no Universo um Poder Pensante e Atuante que independe dele”.

Logo, as pessoas que negam a Sua existência apenas reagem contra a apresentação tradicional, qual ocorreu com Voltaire, ao declarar, na Loja Maçônica Nove Irmãs, em Paris, ao receber o Grau 33: “Eu não creio no Deus que os homens fizeram, mas creio no Deus que fez os homens”, o que é bem diferente porque os homens O fizeram à própria imagem e semelhança.

Acredito que a evolução-sabedoria será o resultado do conhecimento conjugado como sentimento. Naquele momento, os que relutam em aceitar-lhe a existência, curvar-se-ão nobremente ante ela e a adotarão.


3. Em que ponto as religiões tradicionais falharam ao tentar provar-lhes esta existência?

Na petulância dos homens que se consideravam únicos em revelar-lhe a realidade, qual ocorre hoje, em muitos arraiais, nos quais predominam aqueles que se acreditam “donos da Verdade”, da sua verdade que, no entanto, não os torna melhores, nem mais honrados.

Parece-me que as religiões tradicionais se equivocaram em tentarem submeter os códigos divinos às suas paixões. Devido aos homens que nelas se movimentavam, grande número dos quais, hoje reencarnados, parecem querer repetir os mesmos erros em outras Doutrinas nobres, que suas condutas irregulares salpicam de sombras.


4. No grau evolutivo em que nos encontramos, qual é a melhor imagem que podemos fazer de Deus?

É muito difícil limitar o ilimitado, entender o Absoluto. Buda ensinava que, somente Deus, o Infinito e o Espaço, podem entender o Espaço, o Infinito e Deus... Kardec, na definição a que nos referimos acima, apresenta-nos uma definição que não limita.

A melhor maneira de entender a imagem de Deus é a conceituada pelos Espíritos, conforme citada: “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.


(do livro “Entrevistas e Lições” de Divaldo P. Franco)

 

 



sobe