
07 de fevereiro – Desencarnação de Auta de Souza
Nascida em Macaíba/RN, em 12 de setembro de 1876, Auta de Souza enfrentou a vida com coragem desde muito cedo, tornando-se órfã ainda na infância. Sua profunda sensibilidade expressava-se não apenas na poesia, mas também na dedicação ao próximo, especialmente às crianças pobres, às mulheres humildes e aos escravizados.
Mesmo após a sua desencarnação, aos 24 anos, continuou a enviar mensagens de encorajamento e consolação em versos. Por meio de psicografias feitas por Francisco Cândido Xavier, revelou, pela primeira vez, sua identidade ao transmitir suas poesias em 1932 na primeira edição da obra Parnaso de além-túmulo , lançado pela FEB Editora.
Confira um de seus poemas!
O Senhor vem…
E eis que Ele chega sempre de mansinho.
Haja sol, faça frio ou tempestade;
Veste o manto do amor e da verdade,
E percorre o silêncio do caminho.
Vem ao nosso amargoso torvelinho,
Traz às sombras da vida a claridade,
E os próprios sofrimentos da impiedade
São as bênçãos de luz do seu carinho,
Como o Sol que dá vida sem alarde,
Vem o Senhor que nunca chega tarde,
E protege a miséria mais sombria.
Ele chega. E o amor se perpetua…
É por isso que o homem continua
Ressurgindo da treva a cada dia.
Referência: XAVIER, F.C. Parnaso de além-túmulo. Por Espíritos diversos. 19. ed. Brasília: FEB, 2021.
Sua vida e sua obra permanecem como um convite permanente à compaixão, à caridade e à sensibilidade, valores essenciais no caminho do bem.
